Cortar serviços essenciais neste período é desumano

Claudio Considera

13 de abril de 2020 | 10h33

São importantes medidas como a da justiça federal em São Paulo impedindo cortes por falta de pagamento de serviços essenciais como água, energia, gás encanado, e serviços de telefonia durante o estado de calamidade por conta da pandemia do novo coronavírus.

Neste período de isolamento social em que grande parte das famílias brasileiras está sem renda é até questão humanitária assegurar o acesso a serviços essenciais aos inadimplentes.

Ficar sem acesso a serviços essenciais agora é inadmissível (Foto: Bankrate)

Já os planos de saúde rejeitam como contrapartida ao desbloqueio de parte de fundo de reserva técnica a continuidade do atendimento aos inadimplentes que não tiverem condições de continuar arcando com as mensalidades neste período de quarentena com a alta incidência da Covid-19.

As operadoras preferem não ter a liberação de 15 bilhões de reais do fundo a ter que manter os contratos de quem atrasar o pagamento. É não ter compreensão da dimensão do impacto da crise nos orçamentos familiares com a paralisação da economia.

É inadmissível cortar o atendimento no momento em que os consumidores estão mais vulneráveis e com queda na renda. Pretender jogar parte dos 47 milhões de brasileiros hoje clientes de planos de saúde para o sobrecarregado sistema único de saúde num momento como este não é atitude que se espera de empresas socialmente responsáveis, comprometidas com questões além do lucro.

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