Da Rússia, com amor

Claudio Considera

28 de fevereiro de 2022 | 07h48

A invasão da Ucrânia pela Rússia terá fortíssimos impactos para o consumidor brasileiro. A situação, que já está ruim, vai piorar.
São vários aspectos. Os russos são grandes produtores de petróleo, e as sanções ocidentais vão dificultar a venda deste combustível, contribuindo para encarecer o barril, que poderá chegar a 120 dólares. O gás natural é outro item que deverá subir de preço, devido às sanções contra aquele país.

Da área de energia, para o prato. A Rússia lidera a produção de trigo, e a Ucrânia está em quarto lugar. E para complicar, a Rússia é o maior produtor mundial de fertilizantes, dos quais o Brasil precisa para seguir forte no agronegócio.

E se o dólar continuar a subir e a inflação se mantiver alta, as taxas de juros serão ampliadas ainda mais.

Nós, que não invadimos países nem matamos inocentes, teremos de continuar atentos aos preços, fazendo comparação entre as etiquetas de várias lojas, antes de comprar. Planeje os gastos, economize ao máximo e não use o rotativo do cartão de crédito.

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