Devastação ambiental igual a mais fome

Claudio Considera

12 de outubro de 2020 | 22h01

Não bastassem os aumentos de preços do arroz, feijão, óleo de soja e açúcar, agora estamos ameaçados de pagar muito mais pelo cafezinho nosso de cada dia. A estiagem e o calor provocaram perdas de até 40% na produção de diversas regiões cafeicultoras.

FOTO AMANDA PEROBELLI/ESTADAO

Quando isso ocorre, há os que dizem que muita ou pouca chuva, calor ou frio intenso fazem parte do jogo. Em parte, eles têm razão. Mas o jeito como temos lidado com nossas florestas e mananciais de água torna tudo mais preocupante. São Paulo já foi a terra da garoa. Nesta primavera, registrou dias seguidos com temperaturas máximas superiores a 37ºC.

Se as autoridades não protegem o meio ambiente por respeito à natureza, deveriam, no mínimo, perceber que o custo da devastação, mais dia menos dia, chega ao bolso e à mesa.

E a luz amarela para a fome no Brasil já foi acesa, segundo o economista Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome e representante do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) no Brasil. Esta agência, que Balaban representa no Brasil, ganhou o Prêmio Nobel da Paz devido aos esforços para combater a fome.

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