Dia da vida

Dia da vida

Claudio Considera

19 de abril de 2021 | 09h47

Não há dúvidas de que o próximo Dia das Mães (segundo domingo de maio) será o mais triste de todos os tempos, com mais de 400 mil mortes pela Covid-19 (hoje, acima de 373 mil); desemprego recorde – que pode chegar a 14,5% ainda este ano; seis milhões de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego), e quase cinco milhões de famílias que saíram da classe média entre o ano passado e 2021.

Mas sugiro que aqueles que tiverem mãe e esposa vivas, comemorem como puderem. Esta é uma batalha insana, e estar vivos e com mães a salvo da Covid é, sim, uma vitória. Pelo menos parte delas está imunizada, reduzindo os riscos de morte pela doença.

Dê uma flor, faça um almoço, escreva um poema, brinde com um vinho, enfim, o que couber em seu orçamento. Aos que perderam suas mães, esposas, tias, avós, meus sentimentos, pois, neste momento, só podemos fazer uma prece e lembrá-las com muito carinho, honrando sua memória. No meio do caos, o Dia das Mães é o Dia da Vida.

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