Falha no controle de qualidade põe em risco a saúde

Claudio Considera

16 de setembro de 2019 | 09h59

Os pais compram produto para higienização do bebê e descobrem que está contaminado com bactéria que pode causar infecção na pele, trato gastrointestinal, respiratório e urinário. Ou adquirem remédio cujo prazo de validade indicado na embalagem não corresponde à realidade.

Estes são apenas alguns exemplos recentes de produtos para a saúde que estão com campanhas de recall em andamento, pois os fabricantes são obrigados a alertar sobre os riscos e retirá-los do mercado.

Depois de veículos automotores o segmento de saúde é o que mais gera campanhas de recall, em que os fornecedores são obrigados a chamar os consumidores que adquiriram os produtos para suspensão do uso, e adotar medidas para evitar acidentes de consumo, como a retirada imediata do mercado.

Tais situações demonstram que a indústria precisa redobrar os controles de qualidade. Eles não têm funcionado tão bem quanto deveriam.

Além disso, há casos, como o uso no Brasil de substâncias químicas já condenadas nos países desenvolvidos, que denotam uma teimosia ou descaso com a saúde do consumidor.

É urgente melhorar as comunicações dos recalls, com utilização maciça das redes sociais. Atrasos deliberados nestas convocações deveriam ser punidos com rigor.

A Kimberly-Clark Brasil passou a recolher, desde o dia 12 último, dois lotes de lenços umedecidos da Baby Wipes e Huggies. No caso das toalhas umedecidas da marca Baby Wipes informou que o lote número 24, produzido no período das 6h às 9h do dia 24 de Janeiro de 2019, apresenta presença da bactéria Enterobacter gergoviae, encontrada naturalmente no ambiente e no organismo humano. Já as toalhas umedecidas Max Clean Huggies apresentaram problema no lote 219, produzido entre 6h30 e 7h30 do dia 7 de agosto de 2019.

Segundo o fabricante “não há risco à saúde em indivíduos saudáveis, mas nos que possuem o sistema imunológico comprometido, pode causar infecções tratáveis com assistência médica. Em casos extremos de pessoas que, além do sistema imunológico comprometido, estejam hospitalizadas e apresentem doenças pré-existentes, a infecção pode se tornar severa e requerer assistência médica adicional para se evitar risco de vida”.

Para mais informações a Kimberly-Clark disponibiliza o telefone 0800 709 5599, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h e o site www.kimberly-clark.com.br/contato

De acordo com o Procon os consumidores que sofreram algum tipo de acidente, pela manipulação do produto, poderão solicitar, por meio do Judiciário, a reparação dos danos eventualmente sofridos.

O caso do medicamento com informação errada sobre o prazo de validade envolve o PuranT4 (levotiroxina sódica), 30 comprimidos, e o recall está sendo feito pela Sanofi Medley Farmacêutica Ltda, com recolhimento dos lotes.

Houve a impressão incorreta da data de fabricação e validade: a data de validade impressa é 1/2021, porém a da correta é 9/2020. Envolve os lotes : Dosagem 88 mcg lote 9RA01178; Dosagem 112 mcg lotes19RA02199; 19RA02200; 19RA02201; 19RA02202; Dosagem 200 mcg lote 9RA01529

A empresa esclarece que a qualidade não foi afetada e que esses lotes estão dentro da validade no momento, não apresentando risco ao consumidor, porém não poderão ser consumidos após 9/2020. Para mais informações a Sanofi disponibiliza o telefone 0800 703 0014, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

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