Falta emprego para combater endividamento

Claudio Considera

16 de agosto de 2021 | 10h12

Quem se dedica à defesa dos direitos do consumidor, tem grande preocupação com o superendividamento das famílias, problema cada vez mais grave. Com a sanção e entrada em vigor da Lei14.181, em 1º de julho último, ganhamos um instrumento legal para a prevenção e o tratamento do superendividamento. Também clamamos pela educação financeira desde os primeiros anos de vida.

Desalento com desemprego. Foto: MARCOS DE PAULA/ESTADÃO

O Banco Central montou um curso de educação financeira para alunos da rede pública, Aprender Valor, com base no PLA-POU-CRÉ (planejamento, poupança e crédito), que pretende abranger cinco milhões de alunos até o ano que vem.

Portanto, podemos dizer que já temos dois dos três instrumentos para que as famílias não se tornem superendividadas. Continua faltando o terceiro pilar: trabalho e renda. Com quase 15 milhões de desempregados, e seis milhões de desalentados (que desistiram de procurar trabalho), elevadas taxas de juros, produtos básicos a preços absurdos (como combustíveis e gás de cozinha), o risco de se endividar e perder o controle das contas é muito alto. Toda a atenção ao orçamento doméstico é fundamental!

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