Fuja da montanha-russa das dívidas

Economia & Negócios

18 Setembro 2017 | 18h01

Gasta, endivida-se, renegocia, abre espaço para comprar, endivida-se novamente. Essa montanha-russa tem de parar, ou passaremos a vida inteira gastando e correndo atrás do prejuízo.

Agora, há um risco adicional: divulga-se que os juros caíram. Sim, os da Selic, taxa básica que influencia o mercado, mas que chega muito lentamente ao crediário. Mais adiante, é bem possível que voltemos a ter crédito farto, estimulado pelo governo para acelerar a economia, como o fizeram os presidentes Lula e Dilma.

O resultado, depois da alegria de equipar a casa com eletrodomésticos ou comprar um carro zero em inúmeras parcelas, foi o superendividamento, o calote, o desemprego e a recessão.

Dê um basta nesse círculo vicioso. Pense bem antes de contratar um novo crédito. Reflita sobre sua real necessidade. Não contrate por impulso ou apenas induzido pelo apelo publicitário.

A publicidade nem sempre é suficientemente clara na informação quanto aos direitos e deveres do consumidor e, por vezes, é realmente enganosa e ou abusiva. Por exemplo, há várias ofertas de cartões de crédito sem anuidade, mas a prática se mostra diferente.

Aposente alguns cartões de crédito, planeje as compras, gaste de acordo com a renda. Parece óbvio, mas não é. Depois das festas de final de ano e das férias, virão contas inadiáveis, os tributos, a escola dos filhos. Fuja da montanha-russa das dívidas.