Impostômetro desnuda Auxílio Brasil

Claudio Considera

25 de outubro de 2021 | 09h29

Os R$ 400 do Auxílio Brasil, desculpa do governo federal para furar o Teto de Despesas, que devem ser pagos mensalmente a 17 milhões de brasileiros, pressionam a subida do dólar e o movimento de negócios nas Bolsas de Valores.

Foto: Tiago Queiroz/Estadão


É óbvio que mais pessoas, pelo menos os 20 milhões que passam fome, têm de ser auxiliadas em uma economia mal administrada, que cresce pouco com inflação elevada dos alimentos, gás, combustíveis e energia elétrica.

Mas os números não mentem: o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo registrava, nesta manhã de segunda-feira (25/10), quase R$ 2,1 trilhões de reais de arrecadação. Esse é o valor total pago pelos contribuintes brasileiros aos governos federal, estaduais e municipais.

É muito estranho que se atrase o pagamento de bilhões de reais em precatórios (dívidas do governo com sentença judicial definitiva), com consequente aumento da instabilidade econômica, quando a arrecadação é trilionária.

Há o que cortar nas despesas não obrigatórias para manter o teto e os precatórios em dia. Talvez até para aumentar estes R$ 400 reais para um valor mais efetivo, para mais pessoas em situação vulnerável, sem emprego fixo nem informal.

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