Lei do superendividamento não faz milagres

Claudio Considera

08 de agosto de 2021 | 21h58

À deriva política e economicamente, o Brasil assiste novamente ao filme de aumentos sucessivos da taxa Selic, única e desesperada forma de tentar conter a pressão inflacionária. O objetivo é refrear o crescimento econômico, o que diminui a margem das empresas para reajustar preços.

Isso em tese, pois preços de monopólios, como os do gás de cozinha, e de commodities, como carne bovina, óleo de soja e açúcar, não estão nem aí para as taxas de juros, a recessão e o desemprego. Sobem e pronto. Com a nova temporada de altas da Selic, os bancos já se preparam para subir o custo efetivo total dos empréstimos.

No mês passado, houve uma boa notícia, a sanção da lei do superendividamento. Mas se trata de lei, não de milagre. Com o elevado desemprego, preços e juros em alta, recessão e bagunça institucional, o melhor mesmo é fazer um orçamento bem rígido e não se endividar. Os tempos não estão para aventuras financeiras.

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