Liberdade é comida à mesa

Liberdade é comida à mesa

Claudio Considera

06 de setembro de 2021 | 09h31

Se você estiver desempregado, sonhando com um emprego, precisa da democracia e das instituições. Caso já trabalhe, mas almeje comprar um imóvel, viajar nas férias, ou simplesmente fazer um pé de meia para o futuro (investir), depende da tal democracia.

Neste Sete de Setembro, não se trata somente do Dia da Pátria, da independência. Também está em pauta o seu presente e o seu futuro, bem como de seus familiares, amigos, colegas e vizinhos. O de todos nós, ressalte-se.

Economia não anda sozinha. Muito menos, nos tempos atuais, felizmente, não há desenvolvimento econômico sem liberdade de escolher aqueles que liderarão a retomada dos investimentos, dos empregos e das medidas para redução das desigualdades. Autoritarismo afugenta investimentos, empresas, empregos e nos afunda no atraso.

Liberdade é, além do direito de ir e vir, a segurança institucional para progredir pelo trabalho. Ironicamente, John Lennon escreveu uma grande música – Hapiness is a warm gun (a felicidade é uma arma quente), e foi vitimado, 12 anos depois, pelos tiros de um maluco fanático. Certamente, era uma crítica à paixão por armas ou outra imagem qualquer. A felicidade é uma refeição quente, um teto, um emprego, dinheiro para comprar medicamentos, livros e ingressos para o cinema.

Não podemos deixar que vitimem a democracia, pois isso também destrói as relações humanas, os empregos e o consumo. Sete de Setembro é dia de festejar os avanços que já chegaram, mas principalmente os que ainda virão, se os merecermos por nossa dedicação aos preceitos da Constituição de 1988.

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