Ministério da Economia tem de agir já

Claudio Considera

04 de janeiro de 2021 | 09h24

Dois mil e vinte e um já começou, mas não temos um ideia clara de como e quando o mercado de consumo irá se recuperar. Por quê? Em primeiro lugar, porque ainda não há um cronograma claro e confiável de vacinação.

Cena do chuveiro no filme Psicose, de Hitchcok: fim do auxílio emergencial tornará as coisas ainda mais difíceis


E, sem imunização de parcela expressiva dos brasileiros, continuaremos sujeitos a novas ondas da pandemia de coronavírus, com consequente aumento da demanda por vagas em hospitais, inclusive em UTIs.

Continuaremos necessitando de distanciamento social, algo que muitos brasileiros não parecem mais dispostos a cumprir. Comércio e serviços não poderão se recuperar plenamente, e o desemprego seguirá aumentando.

Deveríamos estar entoando, em todo o País, um samba de uma nota só. Ou melhor, de uma palavra só: vacina. Mas o governo federal não consegue nem comprar seringas para aplicá-las, assim como faltaram respiradores nos primeiros meses da pandemia.

É possível que tenhamos, no Brasil, principalmente devido ao fim do auxílio emergencial, algo similar ao que ocorreu na Argentina após o Corralito (corrida aos bancos): a necessidade de repactuar preços e salários. Para baixo, é claro.

Ainda não há sinais disso no horizonte. Mas é urgente que o Ministério da Economia aja, trabalhe, proponha medidas, faça alguma coisa. Urgentemente. Caso contrário, tudo ficará muito, mas muito mais difícil.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: