Mudança de planos

Claudio Considera

18 de maio de 2020 | 10h04


Passados dois meses vivendo no isolamento social, no caso de quem não atua em serviço essencial, o que se vê é uma tristeza com as mortes por Covid-19 se alastrando. Diante da falta de perspectiva para regularização rápida das atividades econômicas, e dos riscos de contágio, temos de repensar nossos planos, incluindo os de viagens de férias programadas.

Adiar as viagens aéreas talvez seja melhor que cancelar as passagens


Quem tinha passagem aérea ou pacotes turísticos comprados, por exemplo, não tem boas soluções, se depender das medidas do governo quanto a reembolso. As empresas terão um ano para reembolsar os valores pagos pelo consumidor, a partir da solicitação do cancelamento. A opção pode ser aceitar a devolução em forma de crédito para aquisição de nova passagem, em até um ano. A dúvida é quantas empresas sobreviverão, passada a pandemia?

Diante da pouca oferta de voos pelas empresas aéreas neste período, é essencial negociar a remarcação da viagem levando em conta a situação do local de destino, para checar quais as restrições de entrada e saída de visitantes.

No caso de eventos programados, como festas de casamento, e shows, a negociação também é o melhor caminho porque o cancelamento é cabível tanto por parte do consumidor como do fornecedor. Adiar talvez seja a medida mais cautelosa porque a devolução dos valores pagos neste período de economia parada seria difícil.

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