Não abuse do consignado

Claudio Considera

21 de fevereiro de 2022 | 07h21

O crédito consignado foi um ‘ovo de Colombo’, ou seja, uma solução que parece muito simples, para um problema difícil – no caso, oferecer a quem precisa dinheiro emprestado a taxas de juros mais acessíveis.

No ano passado, as contratações desse tipo de crédito totalizaram R$ 5,7 trilhões no Brasil. Mas, atenção: crédito, mesmo fácil de contratar e com juros mais baixos, não é uma solução mágica para um orçamento desequilibrado.

Desde o começo de 2022, novas contratações, renovações e portabilidades não podem ultrapassar 30% dos rendimentos – em 2021, este percentual podia chegar a 35%.

A principal medida para não ficar no vermelho, contudo, continua sendo não gastar mais do que ganha, exceto em situações muito especiais, provocadas por desemprego, doença ou catástrofe semelhante.

O crédito consignado é uma ponte para atravessar um período difícil, mas não deveria ser um complemento permanente a contas que não fecham, porque dívida é dívida, não importam nome e condições de pagamento.

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