Ninguém ‘irá para dentro’ da cesta básica

Claudio Considera

20 de junho de 2022 | 08h55

Enquanto o presidente da República ameaça “ir para dentro” da Petrobras (companhia da qual a União Federal tem 50,3% dos votos, portanto, é acionista majoritária), o custo da cesta básica na capital paulista subiu 1,36% e ultrapassou o salário mínimo.

Quem indica o principal executivo da Petrobras é o presidente da República, em nome da União Federal. Se o governo federal tivesse alguma proposta factível para reduzir os preços dos combustíveis e do gás de cozinha, teria a força de maior acionista para que fosse discutida no Conselho (do qual seis dos 11 membros foram indicados pelo atual governo).

Se a preocupação do governo e da Câmara dos Deputados, presidida por Arthur Lira, fosse com a miséria e a extrema pobreza, os focos deles seriam o salário mínimo e o Auxílio Brasil – cuja fila de espera é de quase três milhões de pessoas.

Percentual e numericamente, hoje há mais pobres no Brasil do que há 10 anos. A participação das classes D/E no país deve fechar 2022 com 50,7%. Seria mais proveitoso agir rapidamente para apoiar os consumidores mais pobres, do que ir para cima da Petrobras.

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