Os piores cabos eleitorais

Claudio Considera

04 de outubro de 2021 | 09h32

Caiu a ficha dos brasileiros para o caos econômico que nos aniquila. Nas manifestações do último sábado, de oposição ao presidente Jair Bolsonaro, que ocorreram em todo o Brasil, o ‘Bolsocaro’ foi a síntese das críticas.

Uma lista de produtos afetados pela inflação em alta – arroz, carne, gás de cozinha, gasolina e cesta básica – mostra como será a disputa eleitoral, se a atual situação se mantiver no segundo semestre do ano que vem.

Há outras questões urgentes, como a destruição da Amazônia e do Cerrado; a defesa do ‘tratamento precoce’ da Covid, sem comprovação científica; as centenas de milhares de mortes pela pandemia; o ataque às comunidades indígenas; a leniência com madeireiros e garimpeiros ilegais.

A lista é quase interminável, mas vale a frase de James Carville, estrategista de Bill Clinton, cunhada em 1992, sobre o que impacta o eleitor: “é a economia, idiota”.

Fome, desemprego, recessão, renda achatada, gasolina e GLP subindo toda a semana, e o criminoso manejo da pandemia são péssimos cabos eleitorais.

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