Padrão na informação do preço facilitaria vida do consumidor

Padrão na informação do preço facilitaria vida do consumidor

Como os produtos são vendidos em embalagens com diferentes pesos, é preciso ser muito bom em matemática ou ágil no uso da calculadora (o que também demanda tempo) para apontar os mais em conta

Economia & Negócios

06 Maio 2015 | 22h56

A correlação do preço do produto por quilo ou litro, é uma informação importante para o consumidor poder escolher entre um e outro com base na relação custo benefício. Como os produtos são vendidos em embalagens com diferentes pesos, é preciso ser muito bom em matemática ou ágil no uso da calculadora (o que também demanda tempo) para apontar os mais em conta.

 
É fundamental facilitar a comparação entre as diferentes apresentações das marcas ofertadas. Em São Paulo em alguns supermercados têm aparecido essas informações nas gôndolas, junto ao custo da embalagem exposta. Pena que ainda em letras minúsculas que passam despercebidas para o consumidor desatento.

Correlação do preço do produto por quilo ou litro, é uma informação importante para o consumidor poder escolher entre um e outro / Morgue File

Correlação do preço do produto por quilo ou litro, é uma informação importante para o consumidor poder escolher entre um e outro / Morgue File

No Rio de Janeiro há alguns anos, houve um acordo entre os supermercados e o Ministério Público para que o preço referência por quilo, litro e metro passasse a ser informado.

 
Tornar obrigatória essa forma de afixação dos preços sobre os produtos comercializados facilitaria a vida do consumidor. Tem um projeto em tramitação no Congresso, desde 2009, que se virar lei, obrigará os supermercados, hipermercados, mercearias ou estabelecimentos comerciais em que o consumidor tenha acesso direto ao produto a informar, no mesmo espaço destinado à exposição do preço à vista do produto, também o preço à vista por unidade padrão de medida, para facilitar a comparação de preços entre os produtos ofertados.

Ele passou pelo Senado e voltou à Câmara no ano passado. Caberia uma mobilização das entidades de defesa do consumidor em prol desse proposta, pois em período de inflação alta quanto menos armadilha para o consumidor na hora da compra, melhor.

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