Renegocie dívidas e mude hábitos

Claudio Considera

08 de junho de 2020 | 09h34


O endividamento geral decorrente da situação econômica atual obriga as famílias a ir atrás de renegociação das dívidas. Mas só mesmo a mudança dos hábitos de consumo neste período de orçamento apertado vai tornar possível superar as agruras pós–pandemia e o impacto na renda familiar.

Orçamento apertado requer contenção no ímpeto de consumo

Troca de escola particular pela rede pública, suspensão de plano de saúde, dos gastos com lazer, e até de pagamento de contas de serviços essenciais. Todos os artifícios têm sido usados para a sobrevivência, no caso de quem não tinha reservas para aguentar todo este período de economia paralisada.

Como a queda dos juros ainda não se refletiu nas ofertas de crédito não adianta se iludir com a contratação de novas dívidas. Pense antes de contratar. Reflita sobre outras opções. Atenção com cartões de crédito sem anuidade, mas cuja benefício é vinculado a gastos mínimos mensais. Contenha os ímpetos de consumo.

Para quem tem contrato de financiamento da casa própria o ideal é renegociar para juros compatíveis à realidade. Como se trata de um financiamento de longo prazo é importante adequá-lo à nova situação. Compare as condições ofertadas por outros bancos. O ideal é que todas as dívidas não ultrapassem 30% do orçamento.

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