Selic baixa não refresca vida do consumidor

Claudio Considera

22 de junho de 2020 | 10h08


Nunca a taxa básica de juros da economia, a Selic, esteve tão baixa (2,25%), definida no último dia 17. Pena que esta redução não chegue para o consumidor que precisa de crédito. Principalmente num momento como este de negócios parados.

Juros da taxa básica da economia não chegam ao crédito para o consumidor

Os bancos continuam aplicando taxas elevadas e dificultando a concessão de crédito para quem precisa de financiamento para continuar a tocar a vida durante e pós-pandemia.

Os juros pagos são várias vezes maiores do que a taxa Selic, e quem não se sujeita fica sem saída na hora de tomar crédito.

O mesmo vale para os pagamentos com cartão de crédito, cujos juros do rotativo continuam impagáveis, na faixa de 300% ao ano, mesmo com a proibição de manter essa modalidade de crédito por mais de um mês. No cheque especial a taxa é ainda mais escorchante , acima de 320 % ao ano, segundo dados de Abril último.

Não usar o rotativo do cartão e procurar na agência bancária modalidades de crédito com juros mais em conta, são as saídas para quem precisa de crédito . Planejar as compras e fazer um orçamento adequado aos novos tempos podem ajudar a enfrentar este período. E aprender a comprar sem se deixar levar por impulso.


Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.