Talvez seja melhor adiar sonho da casa própria

Claudio Considera

31 de janeiro de 2022 | 07h45


Não nos surpreendeu a revelação do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) de que o custo do metro quadrado na construção de uma casa subiu 50% entre os finais de 2016 e de 2021. Qualquer obra, por mais simples que seja, custa caríssimo.

O que deveria fazer o consumidor? Estimar as despesas antes de iniciar a construção, e avaliar se tem recursos financeiros para esta empreitada.

Também verificar qual o Custo Efetivo Total (CET) do crédito imobiliário, cujas taxas de juros têm subido sem parar.

Uma sugestão: se não tiver segurança de que sua renda familiar dará conta de bancar a obra com recursos próprios, ou de pagar as mensalidades de um empréstimo, adie seu sonho.

Caso opte pelo aluguel, lembre-se que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) lançou o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar), novo índice para reajuste para locação de imóveis.

Fez isso porque o IGP-M, até agora utilizado como base para correção dos contratos, varia em função dos preços do atacado, que teve custos muito afetados pela pandemia de coronavírus.

Em 2020, o IGP-M acumulado bateu nos 20%; em 2021, em 17%. Em um período de agudo desemprego e de renda achatada (ou reduzida), um índice fora da realidade na locação de imóveis.

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