Troca do bacalhau por filé de peixe congelado na Páscoa requer atenção

Troca do bacalhau por filé de peixe congelado na Páscoa requer atenção

De nove marcas de filé congelado de polaca do Alasca avaliadas pela Proteste, apenas três foram consideradas boas

Economia & Negócios

21 de março de 2016 | 16h25

Foto: Divulgação

Troca de bacalhau por outros peixes pode render economia ao consumidor. Foto: Divulgação

Agora na Semana Santa pode ser uma opção, diante do preço salgado do bacalhau, substituir o prato tradicional por um bom filé de peixe mais em conta e, assim, controlar o orçamento. Mas é preciso atenção porque de nove marcas de filé congelado de polaca do Alasca avaliadas pela Proteste Associação de Consumidores, apenas três foram consideradas boas.

A associação não recomenda a compra de cinco marcas (Bacalanor, Megg’s, Leardini, Qualitá e News Fish). A quantidade de água adicionada pode afetar o bolso do consumidor, ou seja, pagar por peixe e levar água para casa. Isto se configura fraude econômica. Só uma efetividade fiscalização do setor pode evitar que o consumidor continue a ter prejuízos.

E se constatou excesso de sódio em 7 marcas. Por exemplo, na marca New Fish foram encontrados cerca de 30% de água adicionada, e o tolerado é até 20%. Já Buona Pesca, Bacalanor e Leardini chegaram perto desse limite (entre 16% e 17%).

O problema é o glaciamento, o processo utilizado pelas empresas no qual se adiciona uma camada de gelo ao pescado congelado, para protegê-lo contra a desidratação e oxidação. O peso desse gelo deve ser descontado do peso do produto, de forma que o valor líquido declarado ao consumidor seja o real do pescado. Mas não foi isso o que se constatou nessas marcas.

Mas há opção de bons produtos, como Frescatto, Swift e Buona Pesca, e o Costa Sul foi considerado de qualidade média. Todos se saíram muito bem quanto à higiene e não tinham metais pesados.

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