A Casa Cor prepara seu desembarque no Chile

Clayton Netz

18 de maio de 2010 | 19h50

A Casa Cor, maior exposição de decoração e arquitetura da América Latina, está incluindo mais uma parada em sua rota internacional. Nos próximos dias, a empresa deverá anunciar sua entrada no mercado do Chile. O nome do franqueado chileno ainda é mantido em sigilo, em razão de uma cláusula de confidencialidade, mas até o local que deverá sediar a primeira edição do evento em Santiago já está definido. “Trata-se de um edifício público, abalado pelo último terremoto, mas que será revitalizado”, afirma o publicitário Angelo Derenze, presidente executivo da Casa Cor. Segundo Derenze, as negociações, que se estendem há mais de um ano, se aceleraram nos últimos meses. “Os chilenos sempre estiveram mais próximos da Europa do que de nós”, diz Derenze, que está negociando, também, a abertura de uma nova operação em Punta del Este, no Uruguai . “Mais recentemente, eles começaram a se interessar pelas coisas do Brasil e pelos brasileiros, o que abre uma avenida de oportunidades para nossas empresas.”

Derenze pretende fazer o anúncio oficial da entrada no Chile durante a 24ª edição da versão paulistana da Casa Cor, que acontecerá entre os dias 25 de maio e 13 de julho, no Jockey Club de São Paulo. Trata-se do principal dos eventos realizados com a marca, que conta com 17 franquias espalhadas pelo País, e duas no exterior– Panamá e Peru. Com a participação de 300 empresas e 140 arquitetos, que deverão decorar 110 ambientes, a Casa Cor deverá receber 160 mil visitantes nos seus 51 dias de duração, um crescimento de 15% em relação a 2009. Computados também os eventos franqueados das demais praças, o público total deste ano da Casa Cor deverá chegar a 700 mil pessoas, contra 560 mil registrados no ano passado.

De acordo com Derenze, o aquecimento do setor imobiliário, decorrente do bom momento da economia brasileira, está vitaminando os números da Casa Cor. “Muitos projetos de reformas ou de construção de novas residências, que foram engavetados durante a crise, estão sendo retomados”, afirma. “Com isso, cresce o interesse por eventos como os nossos.” Traduzida em cifrões, essa ret0mada deverá significar uma receita de R$ 100 milhões para a marca em 2010, um crescimento de 25% sobre a obtida no ano passado.
Controlada em partes iguais pelo grupo Abril e pela Doria Associados, a Casa Cor está apostando na diversificação de seu negócio. Além da exposição de propostas e soluções para decoração, Derenze está investindo, por exemplo, no licenciamento de produtos como lençóis, louças e perfumes para ambientes. “Algumas empresas como a Volkswagen e a Brastemp elegeram a Casa Cor para fazer o lançamento de seus produtos”, diz Derenze.

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