A gaúcha Bibi foca no mercado doméstico

Felipe Vanini

21 de outubro de 2010 | 19h54

O empresário Marlin Kohlrausch, presidente da Calçados Bibi, fabricante gaúcha de Parobé, comemorava na última terça-feira a inauguração da 22.ª loja da grife de calçados infantis, aberta em Brasília. Daqui até o final do ano serão mais cinco unidades, em Salvador, Belo Horizonte, Belém, Rio de Janeiro e uma segunda em Brasília. No ano que vem, a previsão é de que outras 20 ou 25 unidades sejam inauguradas. “Nossa meta é chegar a 100 franquias nos próximos cinco anos”, diz Kohlrausch.

Segundo ele, crescer no mercado nacional por meio de franquias foi a saída encontrada pela Bibi para driblar a queda nas exportações provocada pela valorização do real. “O câmbio está acabando com a nossa competitividade”, diz Kohlrausch.

Atualmente, a Bibi embarca 15% da sua produção, de 3,2 milhões de pares por ano, para mais de 60 países. Há três anos, a participação das vendas externas na Bibi, que fechou 2009 com faturamento de R$ 100 milhões, era de 25%. Um dos principais focos de expansão é o mercado de São Paulo, onde a Bibi ainda não atua com pontos de vendas personalizados – seus produtos são vendidos apenas em lojas multimarcas. “Devemos estrear em São Paulo no ano que vem”, diz Kohlrausch.

Líder com 10% do mercado de calçados infantis entre os consumidores das classes A e B, Kohlrausch está reforçando seu portfólio de produtos para essa faixa de consumidores, com uma linha fashion, assinada pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga. Os calçados dessa nova linha de grife, que terá dez modelos com motivos infantis, custarão cerca de 15% a mais em relação aos tradicionais da Bibi, que deve registrar um crescimento de 15% nas vendas em 2010.

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