A Omint resiste ao apelo da massificação

Clayton Netz

29 de setembro de 2010 | 19h53

A Omint, operadora de saúde líder no nicho voltado ao público de alta renda, espera crescer 15%, terminando 2010 com um faturamento estimado em R$ 550 milhões. Detalhe: sem concessão à tendência, muito comum em praticamente todos os setores de atividades no Brasil, de tentar uma carona no mercado da classe média emergente, com produtos e serviços mais em conta. Como, por sinal já ocorreu, por motivos diametralmente diferentes, com a matriz argentina da Omint, controlada pelo grupo Villa Larroudet. “ Na Argentina, devido à crise que assolou o país no início da década, o grupo teve de mudar seu posicionamento e passou a atuar no mercado de saúde massificado”, diz Andre Coutinho, presidente da Omint brasileira. “Aqui, ao contrário, nossa lucratividade e crescimento têm sido garantidos pela solidez da clientela de alta renda, mais imune às crises .”

Segundo Coutinho, o nicho especial explorado pela Omint vem assegurando uma trajetória sem percalços desde sua entrada no País, em 1980. “Temos uma rentabilidade de 8% ao ano, uma das mais elevadas do setor de saúde local”, afirma. “Dobramos de tamanho nos últimos cinco anos.”

A Omint tem 100 mil clientes no Brasil. Em sua maior parte(três quartos do total), são bancados por empresas. Não por acaso: afinal, os preços cobrados pela Omint, cujos planos costumam ser utilizados para a retenção de talentos pelas corporações, estão entre os mais salgados do mercado. “Alguns clientes, quando recebem uma proposta de emprego, exigem continuar com a Omint na nova empresa”, diz Coutinho.

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