AES Telecom vai investir R$ 400 milhões até 2016

Clayton Netz

16 de agosto de 2010 | 20h00

aes

A AES Telecom, prestadora de serviços para empresas do setor de telecomunicações, braço da gigante energética americana AES Corporation, que controla a AES Eletropaulo, vai investir R$ 400 milhões no Brasil até 2016. A decisão de fazer esse desembolso tem como pano de fundo a expectativa de ampliação da rede brasileira de telecomunicações em decorrência da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Para a AES Telecom, o valor do investimento equivale a tudo o que a empresa, que faturou R$ 238 milhões em 2009, despendeu desde que começou a operar no País 12 anos atrás.

Aos 44 anos de idade, a executiva Teresa Vernaglia, diretora-geral da AES Telecom, é a encarregada de levar adiante o programa de investimentos. Paulista de Sorocaba, formada em engenharia elétrica, Teresa foi uma das uma das responsáveis pela implantação da empresa de telefonia móvel Nextel no País. Embora não projete o volume de negócios pretendido nesse período, Teresa afirma que, ancorada nesses investimentos, a AES Telecom deve manter um ritmo de crescimento anual superior a dois dígitos no período. “Atualmente, a infraestrutura de telecomunicações brasileiras está defasada”, diz. “Teremos muito chão a percorrer até a chegada desses dois eventos.”

Teresa trabalha com números superlativos para sustentar suas expectativas: segundo o Ministério dos Esportes, a Copa e as Olimpíadas no Brasil vão exigir investimentos da ordem R$ 3,3 bilhões apenas em telecomunicações. Além disso, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as áreas de telefonia fixa, móvel, banda larga e tevê a cabo devem receber recursos em torno de R$ 250 bilhões até 2018, quase 40% a mais do que já foi investido no setor desde o início da privatização das telecomunicações do País, no final da década de 1990.

Para Teresa, a abundância de recursos vai resultar num aumento dos contratos de prestação de serviços não apenas de clientes que já estão em sua carteira, a exemplo de operadoras como a Telefônica, Tim e Intelig, como também na demanda de canais de televisão estrangeiros que devem se instalar no Brasil para a transmissão dos jogos. “Vamos investir na ampliação da capilaridade das redes de fibra ótica, mas também buscamos soluções inovadoras”, diz Teresa. “A estratégia é oferecer novos serviços e tecnologia de conexão.” Segundo ela, a convergência de tecnologias, como o celular que usa internet e os novos aparelhos de leitura digital, está aumentando a necessidade de velocidade de conexão das empresas.

Alinhado a isso, diz Teresa, a velocidade de conexão dos usuários de internet pessoa física também vai aumentar. Em consequência, a AES Telecom espera capitalizar a implementação do plano nacional de universalização de internet banda larga, que o governo está discutindo. “Todo projeto que promova o uso de tecnologia é muito favorável não só para as empresas que estão na cadeia do setor, mas para o País”, afirma.

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