Camisaria Colombo busca sócio para crescer

Clayton Netz

22 de fevereiro de 2010 | 12h55

Fundada em 1917, a Camisaria Colombo levou 73 anos para abrir sua primeira filial, no Shopping Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, em 1990. Até então sinônimo de moda masculina elegante, a Colombo fez também, na ocasião, uma opção preferencial pelos consumidores das classes emergentes. E não se arrependeu – que o digam seus controladores, os irmãos Paulo e Álvaro Jabur Maluf Jr. De lá para cá, a empresa não parou de crescer.
Mais lentamente a princípio, em ritmo de Fórmula 1, a partir de 2004, quando já contabilizava 41 lojas: nos últimos cinco anos, com a ascensão de quase 30 milhões de novos consumidores à classe C, a Colombo quase quintuplicou de tamanho. Fechou 2009 com 198 unidades, em 23 Estados do País, responsáveis por um faturamento de R$ 330 milhões. “Vínhamos crescendo a uma média anual de 33% nos últimos 20 anos”, diz Maluf Jr., presidente da Colombo. “Somos hoje a maior rede de varejo masculina do País.”

Longe dele, porém, contentar-se com essa posição. No radar de Maluf Jr., administrador de empresas formado pelo Mackenzie, aparece uma meta ambiciosa: simplesmente, ele quer dar um novo salto, transformando a empresa criada por seu avô, o imigrante libanês Aziz Jabur Maluf, numa rede de 560 lojas, com receitas de R$ 1 bilhão por ano, a partir de 2014.

Uma de suas providências foi contratar os serviços da consultoria americana Alvarez & Marsal para assessorá-lo. O plano implica a combinação do crescimento orgânico da rede atual da Colombo com a aquisição de concorrentes e a entrada em novos segmentos do varejo de vestuário. Entre eles, figuram o ramo de calçados masculinos, moda infantil e feminina. “Queremos ser os consolidadores do varejo brasileiro dirigido à classe média emergente”, diz Maluf Jr. “Somos especialistas nos consumidores B e C.” Nas suas contas, serão necessários R$ 300 milhões para o novo ciclo de crescimento – R$ 100 milhões em dinheiro novo, o restante gerado pela operação da rede.

Ao contrário do que aconteceu em expansões anteriores, financiadas com recursos próprios ou via endividamento, a Colombo está atrás de um sócio para investir no projeto. Até agora, Maluf Jr. já conversou com dois bancos e com dois fundos de private equity. A receptividade foi boa, mas nenhum acordo foi fechado. “Embora acreditemos que nosso projeto é vencedor, não vamos entrar em aventuras”, diz Maluf Jr. “Ou arranjamos um parceiro ou ficaremos administrando a rede já existente, o que já está de bom tamanho.”

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