Demorou, mas vem aí a sucessão na Dom Cabral

Clayton Netz

04 de março de 2010 | 12h41

FUNDACAO DOM CABRAL

No comando da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte, desde sua fundação, em 1976, o economista Emerson de Almeida comunicou ao conselho curador da instituição que vai deixar o cargo ao final de seu mandato, em março de 2012, abrindo mão de um novo mandato de mais cinco anos. Em agosto próximo, ele vai comunicar ao novo conselho curador da Dom Cabral os critérios para o processo sucessório. Composto de 15 integrantes, o conselho reúne nomes como o ex-presidente da Embraer, Ozires Silva, o copresidente da Natura, Pedro Passos, e a empresária Angela Gutierrez, acionista do grupo Andrade Gutierrez. “Já avisei Dom Serafim Fernandes, presidente do Conselho, da minha decisão”, diz Almeida.

Um dos mais longevos executivos do País, Almeida, hoje com 67 anos, foi o principal responsável pela transformação da Dom Cabral numa referência na área do ensino corporativo no País: no ano passado, a escola, que até agora já atendeu mais de 23 mil executivos, conquistou a 13ª posição entre as melhores escolas de negócios do mundo, no ranking do jornal inglês Financial Times.

Uma das suas principais realizações foi a construção do campus da FDC, um moderno conjunto de 20 mil metros quadrados de área construída, localizado em Nova Lima, município da região metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo Almeida, serão avaliados candidatos dos quadros e de fora da Dom Cabral, na faixa dos 50 anos de idade. “O importante é a identificação com os valores e com a missão da escola, além da formação acadêmica”, diz Almeida. “Mas se for alguém de dentro, será a glória.” Com a decisão, Almeida atende aos anseios de uma parte dos quadros da Dom Cabral, em particular os mais maduros: embora admirem e aprovem o trabalho do atual presidente, para eles, está na hora de a fila andar.

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