Florense reduz lojas e vende mais

Clayton Netz

23 de setembro de 2010 | 20h13

Diferentemente do que ocorre com a maioria das empresas do seu setor, a abertura de novas lojas não está nos planos de expansão da fabricante de móveis Florense, de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul. Ao contrário, desde 2004 a empresa apresentou um desafio para os seus franqueados: reduzir o número de pontos de venda e aumentar o espaço físico das lojas. O projeto será concluído no final do ano, tão logo ocorra a reinauguração das lojas de Belo Horizonte e Curitiba. Das 100 franquias em atividade em 2000, com tamanho médio de 300 metros quadrados, restam 60 lojas, que ocupam uma área de cerca de 800 metros quadrados cada uma. “Precisávamos de um espaço maior nas lojas para expor toda a nossa linha de produtos”, diz Mateus Corradi, gerente de marketing da Florense. O mix de produtos da empresa, voltada para os consumidores das classes A e B, inclui mobiliário para todos os ambientes da casa, escritórios e hotelaria. “O resultado da aposta em lojas maiores foi o aumento das vendas, que dobraram em algumas operações após as reformas”, diz Corradi. Ele cita o exemplo de um franqueado da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que possuía três lojas na região e, com a unificação delas, dobrou o faturamento.

Os planos para as vendas externas também contemplam um novo modelo de expansão. A empresa está substituindo os distribuidores de seus produtos na África, Estados Unidos, México, Panamá, República Dominicana e países do Mercosul, por franqueados. Atualmente, são 11 franquias. Outras três, em Santiago do Chile, Buenos Aires e na Guatemala, devem ser inauguradas até o ano que vem. Atualmente, as exportações representam 10% do faturamento da Florense, que chegou a R$ 135 milhões em 2009. Com as novas lojas e uma presença maior no exterior, a expectativa para este ano é de um faturamento de R$ 160 milhões, um crescimento de 20% sobre o ano passado.

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