Forte nos esportes, Umbro vira fashion

Clayton Netz

27 de setembro de 2010 | 20h09

A fabricante inglesa de artigos esportivos Umbro, adquirida pela Nike há três anos, vai diversificar globalmente seu mix de produtos. Conhecida mundialmente pela comercialização de itens para a prática de futebol (é a fornecedora de camisas para times de futebol como o Santos e o Manchester City, da Inglaterra), a marca quer entrar no bilionário mercado de sportwear. “As roupas casuais esportivas movimentam US$ 80 bilhões no mundo”, diz Sylvio Teixeira, diretor geral da Umbro no Brasil. “O mercado de confecção para futebol representa no máximo 10% disso.” Segundo Teixeira, a meta é que a nova linha de produtos responda por até 35% do faturamento da Umbro até 2014.

A Umbro, na verdade, está fazendo o caminho de volta às origens. Fundada em 1924, em Manchester, na Inglaterra, a empresa manteve roupas casuais no seu portfólio até se tornar a marca das chuteiras, seu carro-chefe. A linha sportwear contará com tênis com grafismos, camisetas, jaquetas e bermudas, entre outros. Atualmente, os itens esportivos da marca são vendidos em pontos de vendas especializados em esportes, mas a ideia é ampliar os canais para lojas multimarcas e de grifes de moda focadas no público jovem. “Queremos conquistar os adolescentes”, afirma Teixeira. Para isso, a empresa vai direcionar as ações de marketing para canais como mídias sociais, eventos esportivos e veículos impressos focados no público jovem.

A Umbro é operada no Brasil pela gaúcha Dass, que tem ainda em seu portfólio as marcas esportivas Fila e Tryon, além da Dilly, de calçados femininos. Com 10 mil funcionários, o grupo opera 11 fábricas próprias no País, espalhadas pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Ceará, além de plantas na Argentina e China. Cerca de 85% dos produtos que são vendidos pela marca no Brasil saem das fábricas da Dass, e o restante é importado. Com a entrada na moda sportwear, a Umbro do Brasil espera aumentar em 30% o seu faturamento (não revelado) este ano. “A partir de 2011 até 2014, devemos crescer entre 20% e 25 % ao ano”, diz Teixeira.

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