Leader chega a SP com loja virtual

Clayton Netz

20 de abril de 2010 | 13h21

A quase sexagenária Leader, rede varejista especializada em artigos de vestuário para a classe C, baseada em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, estreia no dia 10 do mês que vem no comércio eletrônico e também num novo segmento de mercado de consumo: os eletroportáteis. Conforme apurou a repórter Márcia De Chiara, com a nova ferramenta de vendas, a empresa pretende levar sua marca a mercados consumidores importantes como São Paulo, onde não tem lojas físicas. 

Hoje, a empresa fluminense está instalada em oito Estados (Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe e Bahia) com 45 lojas físicas. O centro de distribuição da operação online será na Grande São Paulo, em Barueri, de onde sairão todos os produtos vendidos para o restante do País.

A companhia investiu R$ 20 milhões na loja virtual que vai comercializar cerca de 5 mil itens entre artigos de cama, mesa e banho; utilidades domésticas; calçados esportivos; brinquedos e eletroportáteis. “Venda de artigos de vestuário online, só em 2011”, prevê Vicente Roberto Criscio, diretor geral da operação de comércio eletrônico da empresa.

O principal obstáculo para comercializar vestuário na loja virtual é a falta de um padrão de tamanho para que o cliente não tenha problemas futuros. Exceção à regra são os calçados esportivos, porque seguem um padrão.

Segundo Criscio, além do boom das vendas online para a classe C, que já responde por 35% do comércio na internet, pesou na decisão tomada pela Leader ter uma loja virtual o resultado de uma pesquisa feita com seus clientes.

A enquete revelou, por exemplo, que 30% dos entrevistados são consumidores “modernos”. Isto é, compram por impulso e estão conectados às redes sociais. “Grande fatia desse público pertence às classes A e B”, diz .

Um dos diferenciais da nova loja virtual será a presença de um ombudsman para representar o cliente dentro da organização. Para Criscio, uma das principais dificuldades do mundo online é a falta de humanização nas relações com o cliente. “Existem sites onde mal se consegue encontrar o número de telefone da central de atendimento ao cliente”, lembra.

A expectativa de desempenho do novo negócio é otimista. A Leader calcula que o valor da venda unitária na internet gira em torno de R$ 200, duas vezes e meia o tíquete médio das lojas físicas. A meta da empresa é que o comércio online responda por 30% do seu faturamento em cinco anos. Em 2009, a rede teve uma receita de R$ 900 milhões. E, neste ano deve completar o primeiro bilhão de reais.

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