Medicamentos desatualizados custam milhões à saúde

Clayton Netz

22 de fevereiro de 2010 | 20h00

No ano passado, o Ministério da Saúde desembolsou cerca de R$ 160 milhões na compra de medicamentos, imposta pelo Judiciário. A responsabilidade por esses gastos é creditada ao atraso na atualização das listas de remédios de alto custo cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) , o que leva um grande número de pacientes a recorrer à Justiça para ter acesso aos tratamentos mais modernos e eficazes.

Para minimizar o problema, o Ministério da Saúde acaba de firmar uma parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, visando a revisão dos protocolos e diretrizes para o diagnóstico e tratamento de mais de 80 doenças. O trabalho, iniciado há dois meses, deverá reduzir o fenômeno da “judicialização da saúde”, que sobrecarrega o Poder Judiciário– só no STF já são quase 3 mil ações em andamento.

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