Nutrin quer chegar ao primeiro bilhão pelo Nordeste

Clayton Netz

26 de julho de 2010 | 19h40

 nutrin

Veterana no mercado de refeições coletivas, a Nutrin, empresa fundada em São Paulo pelos empresários Vasco Ferraz e Sérgio de Siqueira Campos, levou 38 anos para formar uma rede de 150 restaurantes, com faturamento de cerca de R$ 100 milhões. A partir de 2007, a Nutrin iniciou um movimento de compra de concorrentes e parcerias: adquiriu a mineira Gran Vittoria, a gaúcha Dinamisa e fez uma parceria com a paulista Pro Nutry. Com isso, sua operação dobrou de tamanho, atingindo 14 Estados e um faturamento estimado em R$ 200 milhões neste ano. Agora, a Nutrin, que já integra o pelotão das cinco maiores empresas de refeições coletivas do País, um mercado que deve movimentar R$ 10,8 bilhões em 2010, pretende ir mais longe: quer triplicar o seu número de restaurantes para 900 estabelecimentos em apenas cinco anos, atingindo um faturamento de R$ 1 bilhão em 2015. A principal aposta para a expansão é o mercado do Nordeste. “O crescimento nordestino está acima da média do País e a tendência é de que se mantenha nesse ritmo pelos próximos dez anos”, diz Aderbal Nogueira, presidente da Nutrin.

Segundo Nogueira, o investimento em projetos de grande porte, como a transposição do Rio Francisco e a ampliação do Porto de Suape, na região metropolitana de Recife, a capital de Pernambuco, está atraindo a entrada de empresas prestadoras de serviços para a região. “A taxa média de crescimento estimado para o setor de refeições coletivas é de 10% ao ano”, diz Nogueira. “Com essa estratégia, a Nutrin pretende crescer a uma taxa anual de 25%.”

Para se aproximar de seus clientes nordestinos, a Nutrin vai inaugurar um escritório regional de negócios em Recife. A meta de Nogueira, executivo prata da casa da Nutrin, onde está há 16 anos, é ter em carteira 80 restaurantes coletivos na região até o final de 2011. Dessa forma, a participação do Nordeste nos negócios da Nutrin, hoje quase nula, passaria a responder por 25% de seu faturamento. Segundo Nogueira, neste mês, a Nutrin começa a operar mais dois restaurantes, um montado para a fábrica da Pepsico de Suape, em Pernambuco, e outro do Consórcio Construtor de São José de Piranhas, na Paraíba, que executa parte das obras de transposição do Rio São Francisco.

Além do crescimento orgânico, a Nutrin aposta no processo de expansão por meio de aquisições. Nogueira está negociando a compra de duas empresas de refeições coletivas de São Paulo. “O processo de due diligence já está em fase avançada e a conclusão do negócio deve ocorrer nos próximos dois meses”, afirma.

Assim como as outras empresas de refeições coletivas, a Nutrin oferece uma série de opções de cardápio em seus restaurantes industriais, como comida light, omeletes, entre outros. De olho na possibilidade de aumentar a receita das unidades, a empresa quer ir mais além: está alinhavando parcerias com redes de fast food. Duas delas com o Bob´s e com a Vivenda do Camarão, que devem instalar quiosques nos restaurantes da Nutrin da fábrica da GM, em São Caetano do Sul, e no do Condomínio MV, em Barueri, “Não é todo dia que os funcionários querem o menu preparado pelo restaurante”, diz Nogueira. “Oferecer opções diferenciadas de alimentação para as empresas é uma ótima oportunidade de negócios.”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.