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Rolex e Hèrmes inspiram filosofia de lojas de veículos Hyundai/Caoa

Cleide Silva

28 de fevereiro de 2014 | 16h12

SÃO PAULO – O grupo Caoa, do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, segue dando demonstrações de que continua firme no grupo Hyundai, afastando cada vez mais antigos boatos de que deixaria a marca.

Na noite de quinta-feira ele inaugurou novo visual de sua loja-sede, na avenida Ibirapuera, onde também funciona a área administrativa da empresa. Com isso, segue recente estratégia adotada pelo grupo, que acompanha a filosofia de grifes como Rolex e Hermès, cujas lojas são iguais em todos os países.

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Design das lojas terá padrão global e Brasil é o quarto país a adotar o estilo (Foto:Divulgação) 

A revenda brasileira é a quarta a ganhar o visual global, depois de Coreia, França e China. Num prazo de cinco anos, todas as concessionárias Hyundai terão o mesmo desenho.

Só na reforma da revenda foram gastos R$ 3 milhões, informa o presidente do Grupo Caoa no Brasil, Antonio Maciel Neto. O teto da loja, feito em placas de alumínio com desenhos desenvolvidos exclusivamente para a marca, foi importado da China e também é usado na fachada da loja. Até a disposição dos carros no salão será padronizada em todas as lojas no mundo.

Caixa de joia

No interior da concessionária, numa área envidraçada – que Andrade, presidente do conselho do grupo, chama de “caixa de joia” – fica exposto o veículo mais sofisticado da marca. No Brasil, atualmente, é o Equus, que custa R$ 320 mil.

“Somos vistos no Brasil pela matriz como uma marca premium e queremos fazer dela uma marca desejada e amada”, diz Andrade. Segundo ele, por enquanto só as lojas do grupo que trabalham exclusivamente com carros importados como o Grand Santa Fé vão seguir o padrão global.

As lojas que vendem apenas a linha de populares HB20, produzida em Piracicaba (SP), não estão incluídas no projeto de globalização da rede.

O grupo Caoa, que trouxe a marca Hyundai para o Brasil e é seu maior revendedor, tem 90 lojas que vendem modelos importados ou produzidos na fábrica da Caoa/Hyundai em Anápolis (GO) e 30 que vendem o HB20.

O grupo vendeu 83 mil veículos da marca coreana em 2013. Também comercializou 12 mil modelos Ford (em uma rede de 12 lojas) e 1 mil modelos Subaru (nove lojas), além de 20 mil carros seminovos de diferentes marcas.

A fábrica de Anápolis produziu 35 mil veículos no ano passado (de uma capacidade de 75 mil em dois turnos) do utilitário Tucson e do caminhão HR. Este ano, com o início da produção do utilitário ix35 a meta é chegar a 40 mil, informa Maciel.

Mal-entendido

O evento de inauguração das novas instalações contou com a presença do presidente da Hyundai do Brasil, Willian Lee, que fez discurso com elogios à atuação do grupo Caoa. Sobre declarações feitas em janeiro, durante o Salão de Detroit, pelo vice-presidente mundial da marca sul-coreana, Tak Uk Im, de que em breve a marca vai anunciar a ampliação da fábrica de Piracicaba, o executivo limitou-se a dizer que “foi um mal-entendido”.

Hoje, a fábrica inaugurada no fim de 2012 opera em três turnos e, em breve, deve iniciar a produção de um utilitário-esportivo de pequeno porte, na mesma plataforma do HB20, que tem três versões: hatch, sedã (HB20S) e esportiva (HB20X). A fábrica de Piracicaba é um investimento exclusivo da matriz coreana.

 

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