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Fabricante pode ressuscitar o lendário Karmann-Ghia

Cleide Silva

25 de junho de 2013 | 15h21

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SÃO PAULO – O Karmann-Ghia, lendário carrinho produzido no País entre 1961 e 1974, pode voltar à linha de montagem. Recém-adquirida pelo grupo ILP Industrial, a empresa que tem o mesmo nome do modelo vai buscar parceria com uma montadora para ressuscitá-lo. Ao todo, foram fabricadas 60.120 unidades de três versões – coupé, conversível e TC – e várias delas ainda circulam pelo País, a maioria nas mãos de colecionadores.

A empresa vai tentar viabilizar o mesmo sistema da época da produção, quando o modelo criado pela Volkswagen, que fornecia chassi e conjunto mecânico, era montado pela Karmann-Ghia em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A nova parceria, contudo, será negociada também com outras montadoras, embora a Volks seja dona da marca Karmann na Alemanha.

A proposta do grupo ILP é criar um coupé moderno, mas com características semelhantes ao anterior. “O traço elegante do antigo Karmann-Ghia deve ser mantido”, diz o presidente da empresa, Jonas Hipólito de Assis, de 50 anos.

Para a retomada do projeto, os novos donos da Karmann-Ghia, adquirida em setembro, lançaram um concurso de design para universitários de todo o País e o projeto vencedor será a base do novo carro.

Mais de 600 propostas foram entregues, das quais 10 foram selecionadas. O vencedor será conhecido hoje à noite, em evento na fábrica da Karmann-Ghia, um imponente prédio na Via Anchieta. O vencedor receberá prêmio de R$ 100 mil, e segundo e terceiro colocados ficarão com R$ 60 mil e R$ 30 mil, respectivamente.

Uma das regras do regulamento foi criar o novo Karmann-Ghia com distância entre-eixos equivalente ao de vários carros de médio porte produzidos por montadoras locais, como Honda, Renault e Volkswagen, o que abre o leque de opções para futuras parcerias.

“A ideia é ter uma bonita carcaça numa plataforma já existente, o que reduz custos de desenvolvimento, ainda que o investimento para retomar a produção seja elevado”, afirma Assis. Ele lembra que a fábrica já tem parte dos equipamentos necessários para a produção, pois, entre 1998 e 2005 foi responsável pela montagem do jipe Defender, da Land Rover. (Matéria publicada hoje no Estadão)

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