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Feliz 2017!!

Cleide Silva

08 de junho de 2015 | 20h28

SÃO PAULO – As montadoras iniciaram 2015 prevendo crescimento de 4% na produção de veículos. Passados cinco meses, refizeram a conta com uma reviravolta: agora apostam em queda de 17,8% em relação ao ano passado, o que levará o País a um retrocesso de nove anos no número de veículos que sairá das linhas de montagem brasileiras.

Não bastasse essa previsão sombria, as expectativas para 2016 também não são animadoras. Muitos executivos do setor torcem para que este ano e o próximo passem rápido, pois só veem possibilidade de melhora nas vendas e, consequentemente na produção, a partir de 2017.

Em abril o setor já havia revisto seus números, com projeção de queda de 10% na produção, mas, dois meses depois ampliou a expectativa de tombo. Mesmo processo ocorreu com as vendas, que começaram o ano numa toada de estagnação, revista depois para queda de 13,2% e, agora, para 20,6%.

Desemprego

O quadro recessivo está batendo forte nos empregos. Em um ano foram eliminadas 14,1 mil vagas nas montadoras – 6,3 mil de janeiro para cá, sendo 1,4 mil em maio.

O cenário não é nada animador. A Mercedes-Benz, que no fim do mês passado demitiu 500 pessoas, já alega ter outros 1.750 excedentes na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Atualmente há 25 mil trabalhadores fora das fábricas, em férias coletivas ou lay-off (contratos suspensos), 18% do total de empregados no setor.

Montadoras e centrais sindicais esperam do governo federal uma medida que ajude a reduzir os riscos de demissões, o chamado Programa de Proteção ao Emprego.

Ele prevê redução de jornada de trabalho (há proposta de 30%), e corte nos salários na mesma proporção. Mas parte seria assumida pelo trabalhador e parte bancada pelo governo, com dinheiro do FAT.

Seria uma substituição aos gastos com lay-off e salário desemprego, alegam as montadoras, com a vantagem de que o funcionário continuaria empregado e recolhendo ao menos parte dos tributos – no caso, sobre os 70% dos salários que serão pagos pelas empresas.

A expectativa é de que esse programa seja anunciado nas próximas duas semanas.

 

 

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