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Honda e Itirapina ainda esperam por dias melhores

Cleide Silva

17 Setembro 2017 | 20h32

Já se passaram quase dois anos desde o anúncio da suspensão da abertura da fábrica da Honda em Itirapina, interior de São Paulo, na época prevista para ser inaugurada na primeira metade de 2016.
A moderna fábrica que custou R$ 1 bilhão continua fechada, com seu maquinário e robôs cobertos à espera de dias melhores de mercado.

Na quinta-feira, durante o lançamento online do novo Fit, que foi reestilizado em sua versão 2018, o diretor de Relações Públicas da empresa, Sérgio Bessa, voltou a dizer que o grupo ainda não enxerga “possibilidades de abertura da unidade, apesar de já enxergarmos um mercado mais otimista”.

A fábrica com capacidade para 120 mil carros ao ano iria dobrar a produção da marca, cuja unidade em Sumaré (SP) opera em sua total capacidade produtiva, segundo a empresa. Faz os modelos Fit, City, Civic, HR-V e WR-V.

As vendas da marca de janeiro até agosto somaram 86,8 mil unidades, 7,9% acima do volume do ano passado. O desempenho é um pouco melhor do que o registrado no mercado total de automóveis e comerciais leves, que cresceu 5,9% no mesmo período.

Para inaugurar a segunda fábrica, a Honda diz que espera por um crescimento mais generoso das vendas da marca e sinais de um mercado mais robusto, o que algumas marcas já viram.

Recentemente, Nissan, General Motors e MAN abriram ou retomaram turnos de trabalho – suspensos no período mais forte da crise econômica. Houve até contratações, após longo período de cortes na mão de obra.

Itirapina e sua população de 17 mil habitantes que depositavam grande esperança de empregos melhores com a chegada de uma montadora ainda terão de aguardar um pouco para ver, finalmente, a imponente fábrica abrir suas portas.