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Montadoras ‘caíram’ no mundo real

Cleide Silva

25 de janeiro de 2015 | 18h36

SÃO PAULO – A indústria automobilística foi trazida ao mundo real, avaliam empresários da cadeia produtiva do setor. Para eles, até o ano passado as montadoras viviam num mundo paralelo, com proteções que os demais não tinham. A principal delas era a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que vigorou desde maio de 2012 até dezembro, ainda que em parte desse tempo o corte tenha sido parcial.

Somava-se a isso a barreira de 35% de Imposto de Importação, enquanto para os demais setores da cadeia essa taxação varia de 12% a 14%. Na prática, segundo cálculos de empresários, a indústria automobilística operava com um dólar a R$ 4,00, enquanto para os demais a cotação era de R$ 2,30. “Essa diferenciação era por conta das vantagens que eles tinham e nós não”, explica um executivo.

A cadeia automotiva é uma das mais longas da economia. Envolve, por exemplo, autopeças, fabricantes de aço, borracha, eletrônicos, parafusos, produtos químicos e plásticos.

Em sua defesa, as montadoras alegam que, junto com as autopeças, contribuem com 5% do Produto Interno Bruto (PIB) total e com 21% do PIB industrial, que gera empregos qualificados, tecnologia e elevados investimentos – o que justificaria o tratamento diferenciado.

 

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