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Montadoras x startups

Cleide Silva

10 de maio de 2019 | 14h55

Muito se especula sobre quem terá maior competência para liderar a nova forma de desenvolver e produzir automóveis que surgirá após a disrupção do setor automotivo com a chegada dos carros autônomos.

As atuais fabricantes vão dar a volta por cima comprando empresas de tecnologia? É uma possibilidade, levando-se em conta a quantidade de negociações nesse sentido nos últimos oito anos.

Entre 2010 e 2018, as montadoras adquiriram ou fizeram altos investimentos em 443 startups especialmente dos setores de eletrificação, compartilhamento, conectividade, autonomia, manufatura 4.0 e logística, segundo dados da consultoria KPMG (veja no quadro abaixo como foi esse movimento).

Há quem aposte, contudo, que o movimento será o contrário. Empresas de tecnologia – hoje muito avançadas no desenvolvimento de sistemas para carros autônomos, mas sem domínio do know-how da produção de carros -, é que terão mais condições de comprar montadoras.

As 25 maiores companhias do setor automotivo tinham US$ 265 bilhões em caixa em 2010, montante que aumentou 33% no ano passado, totalizando US$ 352,4 bilhões. As sete maiores empresas do grupo de tecnologia, por sua vez, somavam US$ 83,1 bilhões e deram um salto de 365% no período, para US$ 386,5 bilhões, também de acordo com dados da KPMG.

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