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O Brasil e as formiguinhas

Cleide Silva

10 Agosto 2018 | 20h45

SÃO PAULO – O mundo todo somou vendas de 46,1 milhões de automóveis e comerciais leves no primeiro semestre, 4,1% a mais do que na primeira metade de 2017. Apesar das expectativas de que grande parte da juventude não tem mais interesse em ter carro próprio, os números não param de crescer.

A projeção para este ano é de vendas mundiais de 98 milhões de unidades, ante 93,6 milhões em 2017 e 91,8 milhões em 2016. Segundo a Focus2Move, consultoria global focada no setor automotivo, o marco de 100 milhões de veículos vendidos deve ser atingido no próximo ano.

A consultoria mantém a projeção feita no início do ano, mas ressalta que mudanças podem ocorrer diante das incertezas futuras em razão das medidas comerciais protecionistas que o governo americano de Donald Trump vem adotando.

Brasil

Se confirmar as previsões de vendas para este ano de 2,935 milhões de automóveis e comerciais leves previstos pela Anfavea – a associação brasileira dos fabricantes –, o mercado brasileiro representará quase 3% das vendas globais e poderá até subir degraus no ranking, onde ficou na oitavo posição no ano passado.

Isso se a França (sétima na lista, com 2,5 milhões de veículos vendidos em 2017) e o Reino Unido (sexto, com 2,9 milhões de unidades) patinarem. Antes da crise econômica o Brasil era o quarto maior mercado mundial, atrás de China, Estados Unidos e Japão.

De qualquer forma, é uma disputa de formigas já que os dois maiores mercados estão muito, mas muito mesmo à frente dos demais. No ano passado, os chineses compraram 28,2 milhões de carros novos e os americanos, 17,2 milhões.