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O que um jovem faria com R$ 50 mil?

Cleide Silva

27 de agosto de 2015 | 14h48

SÃO PAULO – Jovens de São Paulo, onde se concentra a maior frota de veículos do País, ainda querem muito ter um automóvel, mas não pretendem se endividar para ter acesso a esse bem.

Apesar do desejo – manifestado pela maioria (72%) de um grupo de universitários de 18 a 25 anos que respondeu a uma pesquisa sobre o tema –, metade deles deixou o carro em quarto lugar quando questionados sobre em que aplicaria se tivesse R$ 50 mil.

A primeira opção, com 18% das respostas, foi um intercâmbio cultural. A segunda, com 16%, foi “outro projeto” e a terceira, com 15%, uma viagem de estudo. A compra do automóvel foi escolha de 13% deles.

A pesquisa foi encomendada pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) e apresentada nesta semana no Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea).

Foi conduzida pelo diretor da Rede Social Campus Universitário, Lupercio Tomaz. Foram ouvidas 404 pessoas na Feira do Estudante do CIEE, na Bienal do Ibirapuera e na USP de Ribeirão Preto.

Embora a amostra seja pequena, dá uma ideia para a indústria automobilística, que quer saber se o jovem brasileiro está seguindo a tendência da juventude americana e europeia, cada vez mais avessa à ideia de posse de um carro.

Transporte público

Do grupo pesquisado, 41% têm CNH. Entre os 59% que ainda não têm, 95% responderam que pretendem tirar. Perguntados sobre qual meio de transporte utilizam, 46% indicaram ônibus, 31% metrô, 5% táxi, 5% bicicleta, 3% moto e 10% outro tipo de transporte.

A qualidade do transporte público foi considerada ruim e péssima por 72% deles, enquanto 27% consideram boa e apenas 1% muito boa. Dos que têm veículo próprio, 90% disseram que usariam transporte público se ele fosse melhor.

Para a maioria (51%), o carro é um meio de transporte, enquanto para 18% é um meio de liberdade e para 11% um objeto de desejo. A grande maioria (77%) afirma que compartilharia o automóvel em sistemas como o adotado para as bicicletas.

Uma nova pesquisa será feita futuramente, mas em âmbito nacional.

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