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Remessa de lucro das montadoras despenca 70%

Cleide Silva

26 de janeiro de 2016 | 19h16

SÃO PAULO – A crise que derrubou as vendas e a produção de veículos também secou a remessa de lucro das montadoras locais para as matrizes. No ano passado, as empresas do setor enviaram US$ 271 milhões para as companhias mães, 70% a menos do que em 2014. Foi o menor valor registrado em nove anos, de acordo com dados do Banco Central.

Por outro lado, as matrizes não deixaram as subsidiárias na mão. O investimento direto no Brasil por parte das empresas do setor de veículos automotores, reboques e carrocerias cresceu 55%, para US$ 4,5 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo BC.

Por vários anos, a indústria automobilística liderou o envio de dividendos ao exterior. Em 2008, por exemplo, foram US$ 5,61 bilhões, valor recorde até agora. Em 2011 foram US$ 5,58 bilhões. Já em 2013 foram US$ 3,29 bilhões, montante que despencou 73% no ano seguinte, para US$ 884 milhões.

No ano passado, a queda, em porcentual, foi similar. No ranking de setores industriais, o de veículos ficou em sétimo lugar, atrás, por exemplo, de bebidas e produtos químicos – que também registraram queda nas remessas, de 30,9% e de 25%, respectivamente.

A indústria, como um todo, reduziu a remessa de lucros em 33,6% ante 2014, para US$ 7,6 bilhões. Na soma de todos os setores, entre os quais agricultura e serviços, o recuo foi de 21%.

Já os investimentos diretos no País cresceram, ao todo, 3,2%, enquanto para o setor da indústria a alta foi de 24%. Ou seja, as remessas das montadoras brasileiras caíram acima da média da indústria, assim como o investimento direto do setor para suas filiais ficou acima da média.

Ranking da remessa das montadoras do Brasil

Em milhões de US$, segundo o BC

2006 – 1.307
2007 – 2.702
2008 – 5.614
2009 – 2.727
2010 – 4.099
2011 – 5.581
2012 – 2.443
2013 – 3.290
2014 –    884
2015 –    271

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