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Rio fica com a fábrica de caminhões da Foton

Cleide Silva

06 de julho de 2013 | 10h13

SÃO PAULO – A Foton Aumark do Brasil fechou ontem acordo com o governo do Rio de Janeiro para construir uma fábrica de caminhões na cidade de Itatiaia. A empresa é parceira da chinesa Foton, uma das maiores fabricantes mundiais de caminhões, que fornecerá componentes e tecnologia para o grupo brasileiro, presidido pelo ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros.

O projeto, de R$ 250 milhões, será totalmente bancado pela empresa brasileira, que buscará apoio do sistema financeiro local, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A fábrica entrará em operação em 2015, inicialmente com capacidade para 20 mil caminhões ao ano em um turno. Devem ser criados 400 empregos.

“Vamos atuar no segmento de veículos leves a semi-pesados, com capacidade de carga de 3,5 a 23 toneladas, mas futuramente devemos atuar também com extra-pesados”, diz o vice-presidente da Foton Aumark, Orlando Merluzzi. O grupo espera montar rede com 90 concessionárias e está nomeando interessados.

Segundo Merluzzi, a área da fábrica, na região onde já estão as montadoras MAN/Volkswagen (Resende)e PSA Peugeot Citroën (Porto Real) terá 1,5 milhão de metros quadrados, dos quais 500 mil serão dedicados à um futuro parque de fornecedores, muitos deles chineses. O motor será fornecido pela Cummins brasileira.

Na terça-feira, o grupo apresentará o projeto ao Ministério do Desenvolvimento e entrará com pedido de habilitação para o Inovar-Auto, programa que isenta empresas com planos locais de produção de recolher 30 pontos porcentuais extras de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado de veículos importados.

A Foton iniciou neste ano a venda de cerca de 300 caminhões importados da China. Os veículos da marca passaram por testes de homologações nos últimos dois anos, processo que consumiu, segundo Merluzzi, cerca de US$ 1 milhão.

Nos últimos oito meses, a Foton negociou a fábrica com o governo do Rio Grande do Sul. A ideia era ocupar a área que no passado seria usada pela Ford, que acabou decidindo pela Bahia. “O Rio de Janeiro entrou na disputa há menos de um mês mas foi mais ágil”, reconhece Luiz Carlos Paraguassu, responsável pelas negociações com o governo gaúcho. (matéria publicada no Estadão de hoje).

 

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