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Só a Honda escapa do abismo, por enquanto

Cleide Silva

05 de março de 2015 | 20h15

SÃO PAULO – A crise na indústria automobilística, que nesse primeiro bimestre deixou um saldo negativo de 23,1% nas vendas se confrontados aos números de igual período de 2014 tem efeito diferente para as montadoras instaladas no País. Ao todo, foram vendidos apenas 439,7 mil veículos.

Das 14 marcas com fábricas locais, só uma, até agora, ficou ilesa ao despenhadeiro a que a maioria das empresas se depara. A Honda vendeu em janeiro e fevereiro os mesmos 19,8 mil automóveis e comerciais leves comercializados no ano passado.

A que mais perdeu em porcentual foi a Citroën, cujas vendas despencaram 48,9% (5.906 unidades), seguida pela coligada Peugeot, que caiu 44,1%(4.808), segundo dados da Fenabrave.

A Renault caiu 29,4% (26.414), porcentual muito perto do da Fiat, que caiu 29,3% (85.509). A Volkswagen vendeu 28% menos que em 2014 (70.460) e a General Motors, 22,3% (74.909).

A Mitsubishi amargou 21,9% de queda nas vendas (7.521), enquanto a novata Chery caiu 19,2% (1.353) e a Ford, 13% (43.751). A Hyundai, que vinha apresentando resultados surpreendentes, também sucumbiu com resultados 12,6% inferiores aos de um ano atrás (30.656).

Outra novata, a BMW, vendeu 2.198 carros, 11,8% a menos que no ano passado. Na sequência estão a Nissan, com redução de 8,7% (9.776) e a Toyota, que caiu apenas 3,2% (23.991).

 

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