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Venda de SUV cresce 4%; carro ‘popular’ despenca 28%

Cleide Silva

08 de janeiro de 2016 | 20h28

SÃO PAULO – Dos cinco segmentos mais representativos no mercado brasileiro de automóveis, responsáveis por mais de 80% das vendas, apenas um registrou crescimento no ano passado.

As vendas de utilitários-esportivos, ou SUVs, aumentaram 4% em relação a 2014. É um dado expressivo, diante de um mercado que caiu 25,6%, somando 2,122 milhões de automóveis.

A chegada dos badalados Honda HR-V e Jeep Renegade levaram o segmento a uma melhora importante no crescimento obtido nos dois últimos anos, de 3,8% em 2014 (quando o mercado total caiu 7%) e de 3,6% em 2013 (quando a retração foi de 1%).

Em 2015, foram vendidos 306.146 SUVs, segundo dados da Fenabrave, que representa as concessionárias de veículos. Quase 30% das vendas foram das duas novidades, sendo 51.155 unidades do HR-V, lançado em março, e 39.187 do Renegade, que chegou um mês depois.

Populares despencam

Baqueado pela queda da renda, desemprego e falta de crédito, o segmento dos chamados carros de entrada, os mais baratos de cada marca, foi o que mais se retraiu. A queda foi de 28,8%, com 496.542 unidades vendidas. Estão nessa categoria modelos como Fiat Palio, Ford Ka e Volkswagen Gol.

Apesar da queda, os antigamente chamados de “populares” ainda são os carros de maior volume de vendas no País.

Já o segmento de hatch pequenos teve vendas 26,6% menores que em 2014, com 493.203 unidades. A categoria tem entre seus representantes o Chevrolet Onix – o carro mais vendido no País no ano passado –, o Hyundai HB20 e o Ford Fiesta.

Entre os sedãs pequenos, representados por exemplo por Chevrolet Prisma, Fiat Siena e Volkswagen Voyage, o declínio foi de 24,8%, para 365.083 unidades.

Nos sedãs médios, houve recuo de 19,5%, com 186.587 modelos vendidos, entre os quais Toyota Corolla, Honda Civic e Nissan Sentra.

Carros mais caros

No ano passado, o preço médio dos automóveis subiu 5,1%, ante uma inflação de 9,7% medida pelo IPCA, calculado pelo IBGE.

Para este ano, os aumentos, que já começaram, tendem a ficar próximos do índice inflacionário, previsto em cerca de 7% pela pesquisa Focus, do Banco Central.

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