VW exporta 50 unidades da Kombi para o México e negocia outras encomendas
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VW exporta 50 unidades da Kombi para o México e negocia outras encomendas

Cleide Silva

20 de fevereiro de 2014 | 19h33

Kombi Last Edition (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – A Volkswagen embarcou esta semana 50 unidades da última edição da Kombi, chamada de Last Edition, para o México, onde provavelmente serão vendidas para colecionadores.

Há outros países interessados em adquirir algumas unidades da perua de 56 anos que, até dezembro, quando deixou de ser fabricada, era o veículo mais antigo em produção no mundo.

Em 2003, foi a fábrica da VW no México que produziu o último Fusca, outro ícone da marca e objeto de colecionadores especialmente no Brasil. O navio com as 50 unidades da Kombi está previsto para chegar ao país na próxima terça-feira.

A exportação das 50 unidades da Kombi para o México fazem parte de um plano de despedida que a fabricante preparou para o veículo de mais de meio século e que ainda não acabou.

Teve início com a criação da edição especial e a criação de site para donos da van contarem suas histórias.

Depois foi divulgado um anúncio de despedida, em forma de testamento, com 15 desejos da “velha senhora”, como é chamada por admiradores. Um deles era o de “reunir parentes”. A VW organizou uma exposição na fábrica de São Bernardo do Campo, onde a Kombi era produzida, com 170 exemplares raros, a maioria de colecionadores.

Outro desejo era “voltar para casa”. Em janeiro, uma unidade, a de número 0001/1200 foi enviada para a matriz do grupo na Alemanha e está no museu de Autostadt, a Cidade do Automóvel do Grupo Volkswagen, em Wolfsburg. Um filme/campanha mostrando “volta para casa” ainda é aguardado no mercado publicitário.

No Brasil, a versão especial da Kombi, nas cores azul e branca (saia e blusa, como o estilo é conhecido) e com vários itens opcionais é vendida a R$ 85 mil. Segundo concessionários, os estoques estão no fim.

Foram produzidas 1,2 mil unidades da edição especial. A Kombi saiu de linha por não atender as novas normas de segurança que exigem a instalação de freio ABS e airbags em todos os veículos produzidos no País a partir de janeiro deste ano.

Em dezembro, às vésperas do fim da produção, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC fez uma última tentativa para manter a van em linha, alegando possíveis demissões que ocorreriam na fábrica do ABC e na cadeia de fornecedores de peças. Chegou-se a cogitar mais dois anos de vida para a Kombi, mas o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) vetou.

 

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