Ofertas de ações devem ganhar espaço a partir de abril

Ofertas de ações devem ganhar espaço a partir de abril

Fernanda Guimarães

21 Novembro 2018 | 05h00

As ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa brasileira deverão começar a ganhar tração a partir de abril do ano que vem. Anteriormente, a percepção mais otimista era de que as empresas iriam estrear na Bolsa brasileira já no primeiro bimestre de 2019, mas o cenário de incerteza permanece, em especial entre os investidores estrangeiros, o que deve empurrar mais para frente as emissões. Até lá, são esperadas novas sinalizações sobre questões econômicas, como as reformas para ajuste das contas públicas, o que pode destravar o fluxo de capital ao Brasil. Para uma empresa que almeja realizar seu IPO antes, em fevereiro, por exemplo, é necessária a entrega da documentação para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já nas próximas semanas, o que estreita ainda mais o prazo. Em 2017, ano em que as ofertas iniciais e subsequentes (follow ons) giraram cerca de R$ 42 bilhões (considerando apenas as operações na B3), foram registrados dois IPOs em fevereiro, o da empresa de locação de veículos Movida e a da área de saúde Hermes Pardini.

Sem euforia
Tivit e banco BMG, que fizeram o pedido de registro para a oferta há exatamente um mês, têm mais alguns dias para atualizar seus prospectos, com o tamanho da operação e o valor esperado da companhia na emissão. Ambas planejam estreia na B3 em dezembro, mês que, usualmente, não é o preferido para emissão de ações. As duas empresas têm enfrentado um mercado seletivo e muito sensível a preço.

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