GranBio, da família Gradin, planeja IPO no Bovespa Mais

André Vieira

19 de janeiro de 2020 | 05h00

A Granbio Investimentos, empresa controlada pela família Gradin, planeja fazer a abertura de seu capital na B3. A intenção da empresa produtora de etanol de segunda geração é listar a companhia, no segmento Bovespa Mais, segmento de acesso da Bolsa. O assunto será decidido pelos acionistas da companhia, que inclui os 15% detidos pelo BNDESPar, braço de participação do BNDES, no dia 18 de fevereiro. Criada em 2011 pelo ex-presidente da Braskem e acionista do grupo Odebrecht, Bernardo Gradin, a Granbio tem fábrica no interior de Alagoas para a produção de etanol celulósico, que utiliza resíduos, palha e bagaço de cana como matéria-prima, com uso de tecnologia italiana.

Ajuda do BNDES. O BNDESPar tornou-se sócio ao injetar R$ 600 milhões no capital da empresa em 2013. O banco também financiou a construção da unidade industrial localizada em São Miguel dos Campos, aportando R$ 280 milhões. No início da década passada, Bernardo Gradin travou com Marcelo Odebrecht uma intensa disputa por 20% do grupo Odebrecht. Depois de inúmeras ações na Justiça, a querela não teve desfecho enquanto o grupo Odebrecht foi atingindo em cheio pela Operação Lava Jato.

Esforço restrito. Pela regra do Bovespa Mais, as empresas podem ser listadas na bolsa e o porcentual mínimo de ações em negociação deve ser atingido em até sete anos, o que permite a empresa se adequar às regras do mercado de capital.Pela oferta com esforços restritos, as ações em um IPO podem ser oferecidas a um universo de até 75 investidores qualificados, mas só 50 podem participar. Para os estrangeiros, contudo, não há restrição. Regra muito utilizada em ofertas subsequentes, até hoje nenhuma empresa fez um IPO se utilizando dessa regra. Procurada, a Granbio não comentou o assunto até o fechamento desta nota.

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