Pequeno e médio comércio de rua está voltando mais rápido que em shopping

Pequeno e médio comércio de rua está voltando mais rápido que em shopping

Circe Bonatelli

24 de junho de 2020 | 05h30

Rede de lojas de roupas TNG, que pertence a Ablos: com pandemia, associação negocia com shoppings aluguel proporcional a vendas. FOTO: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

As vendas das lojas de pequeno e médio porte têm se recuperado mais rapidamente no comércio de rua do que nos shopping centers. Após a reabertura, as vendas das lojas de rua têm ficado entre 35% e 40% do período pré-covid. Já nos shoppings, o patamar têm sido entre 15% e 20%. Os dados são da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), que representa redes como TNG, Barred’s e M. Officer (vestuário), Doctor Feet (serviços), Casa do Pão de Queijo (alimentação) e SideWalk (calçados), entre outras.

Os shoppings que estão reabrindo têm operado com capacidade de apenas 20% do fluxo de visitantes, além de funcionarem por 4, 6 ou 8 horas diárias. Isso explica o ritmo mais fraco das vendas, segundo o presidente da Ablos, Tito Bessa Junior. Já nas ruas, não há controle do fluxo.

Lojas menores não tinham comércio eletrônico

As vendas das lojas satélites na pandemia (entre março e junho) foram cerca de 90% a 95% menores do que no mesmo período do ano passado. Muitas redes ainda não tinham comércio eletrônico. Além disso, esquemas montados às pessoas pelos shoppings, como delivery e drive thru, representam menos de 5% das vendas de épocas normais. Portanto, tiveram capacidade limitada de contribuir para o faturamento.

A Ablos tem pleiteado junto a administradores dos shoppings que o valor do aluguel após a reabertura dos estabelecimentos seja proporcional ao faturamento com as vendas. Caso contrário, mais lojistas vão fechar as portas. Só a TNG já fechou 35 das 170 lojas.

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