Cielo vai além de maquininha e recebe aval do BC para ser emissora

Cielo vai além de maquininha e recebe aval do BC para ser emissora

Aline Bronzati

10 de julho de 2020 | 05h00

A Cielo, de Bradesco e Banco do Brasil, avança na estratégia que leva em conta o fato de que as maquininhas, definitivamente, estão com os dias contados. A companhia acaba de receber autorização do Banco Central para ser uma emissora de moeda eletrônica. O que isso significa? Mais autonomia. Com o aval do órgão regulador nas mãos, a Cielo poderá ampliar seu leque de atributos como, por exemplo, emitir cartões pré-pagos, o que hoje não é possível, bem como prestar serviço de carteiras digitais de forma independente. Hoje, depende da Cateno, da qual é sócia com o BB.

Quase um banco. O passo é especialmente importante para o seu banco digital, o Cielo Pay. Atualmente, a plataforma tem mais de 100 mil clientes entre usuários e contas digitais. Agora, poderão, receber recursos por meio de transferências eletrônicas como TEDs e DOCs. Hoje, só podem fazer a transferência.

Menos é mais. A autorização do BC permite ainda que a Cielo corte custos. Isso porque a companhia poderá deixar de pagar tarifas à Cateno, da qual é sócia com o BB, por serviços como TEDs e DOCs.

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