Iguatemi expande site e marcas de luxo chegam a mais cinco capitais

Iguatemi expande site e marcas de luxo chegam a mais cinco capitais

Circe Bonatelli

21 de julho de 2020 | 05h00

Reabertura dos Shoppings da cidade após meses de comércio fechado na cidade, devido à Pandemia de
Coronavírus. Na foto movimentação do Shopping Iguatemi. FOTO TIAGO QUEIROZ/ESTADAO

 

A rede de shoppings de luxo Iguatemi vai expandir o alcance do seu site, o Iguatemi 365. A partir do dia 28 de julho, as grifes encontradas nas lojas físicas da rede, como Tiffany, Armani, Dolce & Gabbana e Le Lis Blanc, entre outras, passarão a ser entregues em mais cinco capitais – Brasília, Goiânia, Campo Grande, Curitiba e Porto Alegre – conforme antecipou a companhia para a Coluna. Até então, o site tinha entregas restritas ao Estado de São Paulo.

“As cinco novas cidades são praças muito importantes para nós. Vemos que têm uma forte demanda, há muitos consumidores dessas regiões visitando o site, o que nos levou a iniciar as operações lá também”, diz a vice-presidente da Iguatemi, Cristina Betts. “Não vamos parar aí: o objetivo final é servir o Brasil inteiro”. Rio de Janeiro e Belo Horizonte, por exemplo, também estão no radar para o curto prazo.

Entregas são borrifadas com mesma fragância dos shoppings

Em São Paulo, as entregas são feitas em até 48 horas. Nas demais regiões, deve levar um pouco mais, até que a logística seja completamente dominada, segundo Betts. No setor de luxo, a entrega precisa ter qualidade proporcional à do produto, diz. Por isso, as encomendas são despachadas em embalagens delicadas, após receberam uma borrifada da mesma fragrância espalhada nos próprios shoppings.

O Iguatemi 365 foi lançado em outubro de 2019 com 80 grifes conectadas. Ele funciona como um marketplace, plataforma que reúne produtos de diferentes lojas. O interesse das varejistas pelo site cresceu após o fechamento dos shoppings na quarentena. Desde março, a companhia tem conectado de quatro a cinco novas marcas por semana. Hoje, já são 270 grifes e há outras 15 com contratos já assinados para ingressarem. Cerca de um terço do total sequer têm lojas físicas na rede, mas se identifica com o comércio de luxo da marca Iguatemi e decidiu acoplar seus estoques no site.

Comércio eletrônico virou unanimidade entre shoppings

A integração entre o comércio físico e eletrônico já vinha sendo pensada por diversas administradoras de shoppings nos últimos anos, mas foi catalisada pela pandemia. A estratégia de conexão dos lojistas a marketplaces – das próprias redes ou de terceiros, como Mercado Livre, Magazine Luiza e Amazon – tem como objetivo dar mais visibilidade aos produtos e utilizar os shoppings como centros de distribuição. A iniciativa é unanimidade no setor e está sendo levada adiante por diversas companhias, como BRMalls, Multiplan, Aliansce Sonae, CCP, JHSF, Gazit, Ancar, entre outras.

Por enquanto, as vendas online representam uma fatia muito pequena, abaixo de 2% das vendas totais das redes de shoppings em geral, segundo consultores. A principal função do comércio eletrônico até aqui tem sido de reforçar as marcas e capturar os clientes por meio dos canais que os deixem mais satisfeitos. Para o longo prazo, a expectativa é que as vendas online possam girar entre 10% e 20% do total.

 

Contato: colunabroadcast@estadao.com

Siga a @colunadobroad no Twitter

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.