Paulo Guedes ainda não bateu martelo sobre sucessão no Banco do Brasil

Paulo Guedes ainda não bateu martelo sobre sucessão no Banco do Brasil

Aline Bronzati

31 de julho de 2020 | 05h01

A sucessão no comando do Banco do Brasil segue incerta. Até a noite de quarta-feira, 29, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda não havia apresentado um nome ao presidente Jair Bolsonaro, responsável pela indicação. Nesta sexta, 30, completa uma semana que o atual presidente do BB, Rubem Novaes, anunciou sua renúncia.

Entre a cruz e a espada. O chefe da equipe econômica quer um nome de mercado. Já recebeu, contudo, algumas negativas das sondagens feitas até aqui. Tanto é que também considera a indicação de algum dos vice-presidentes do BB para a presidência.

Água no chope. A demora na escolha é sinal de que um dos nomes “de mercado” cotados para a vaga, como o do ex-Santander Conrado Engel, pode não vingar. A necessidade de morar em Brasília pesou. Além disso, o perfil não se encaixa bem exatamente nos desafios do cargo frente à revolução tecnológica que o setor bancário exige. Outros nomes pipocaram desde então. Guedes continua tentando.

Fogo amigo. Enquanto isso, a família do presidente Bolsonaro segue ansiosa pelo nome. O Centrão também. Só não agrada o fato de a cadeira mais alta no BB poder ser preenchida por um dos atuais vice-presidentes do banco. A leitura é a de que a gestão de Rubem Novaes não foi “eficiente” e, por isso, há uma tentativa de barrar uma eventual indicação interna, o velho “fogo amigo”. Tem candidato correndo por fora e disposto a se adaptar ao alinhamento ideológico.

Com a palavra. Procurado, o Ministério da Economia não se manifestou. O BB também não.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

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